Um ativista tibetano morreu após atear fogo ao próprio corpo próximo à sede da ONU em Nova York, em um ato de protesto pela independência do Tibete. A polícia de Nova York confirmou o falecimento do homem, que sofreu queimaduras graves e foi levado ao Hospital Bellevue, onde teve a morte confirmada.
Protesto pela independência do Tibete
Identificado por ativistas como um membro da comunidade tibetana no exílio, o homem teria realizado o ato como um apelo pela independência do Tibete. Segundo o veículo Voice of Tibet, ele se imolou em frente à ONU após um apelo ao vivo pela união do Tibete.
Contexto político e repressão
A China assumiu o controle do Tibete em 1950, descrevendo a ação como uma “libertação pacífica”. No entanto, grupos de direitos humanos e tibetanos no exílio frequentemente denunciam o que consideram ser um domínio opressivo de Pequim sobre as áreas tibetanas. A nova lei chinesa sobre unidade étnica, que visa criar uma identidade nacional “compartilhada”, tem gerado preocupação entre tibetanos e outros grupos minoritários.
Histórico de autoimolações
Autoimolações têm sido usadas por tibetanos como forma de protesto contra as políticas chinesas. Desde 2009, mais de 150 casos foram registrados, sendo que 10 ocorreram no exílio. Estes atos são vistos como um grito desesperado por liberdade e reconhecimento internacional.
Reações internacionais
Os Estados Unidos e a União Europeia expressaram preocupações com a nova legislação chinesa, que permite a Pequim tomar medidas contra indivíduos fora das fronteiras do país. A legislação tem sido criticada por tentar suprimir a identidade cultural de minorias étnicas, incluindo tibetanos e uigures.
Impacto e resposta comunitária
Tencho Gyatso, presidente da Campanha Internacional pelo Tibete, lamentou a morte do ativista, descrevendo-o como um “defensor incansável do Tibete”. A comunidade tibetana no exílio continua a buscar apoio internacional para suas causas, enfrentando desafios significativos sob o governo chinês.
Para mais informações sobre a situação no Tibete, acesse a cobertura completa da CNN Brasil.
Fonte: cnnbrasil.com.br
