A Polícia Federal investiga o Banco Digimais por supostamente inflar seus balanços financeiros utilizando créditos de uma dívida histórica que remonta a 1942. A prática teria gerado um aumento artificial de R$ 670 milhões no patrimônio da instituição.
Origem da dívida e disputa judicial
A dívida em questão tem origem na encampação de direitos minerais pela União, durante o governo de Getúlio Vargas, para a criação da Companhia Vale do Rio Doce. Em 1984, uma decisão judicial determinou que a União deveria indenizar os herdeiros dos antigos acionistas, mas o processo ainda está em fase de liquidação.
Manobras financeiras do Digimais
O Digimais adquiriu partes dos direitos creditórios dos herdeiros, reavaliando-os por valores muito superiores ao custo de aquisição. A estratégia envolveu a compra de créditos por valores de mercado e sua reavaliação em até nove vezes nos livros contábeis.
Intervenção do Banco Central
O Banco Central identificou a prática e exigiu que o Digimais revertesse os lançamentos inflacionados. Para contornar a situação, o banco vendeu as cotas dos fundos para sua controladora, mantendo a aparência de um patrimônio robusto, mas adiando o pagamento para 2032.
Análise de auditorias independentes
Auditorias independentes, como a da Clifton Larson Allen, questionaram a validade dos documentos e premissas usadas para justificar o valor bilionário dos créditos. A fragilidade dos ativos foi apontada, levantando dúvidas sobre a real situação financeira do banco.
Impactos e consequências
O caso levanta preocupações sobre a transparência e a gestão financeira do Digimais, além de destacar a complexidade de processos judiciais envolvendo grandes somas e heranças. A Polícia Federal continua investigando o caso para determinar as responsabilidades e possíveis sanções.
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Fonte: metropoles.com
