A Comissão Internacional Independente de Investigação das Nações Unidas sobre os Territórios Palestinos Ocupados voltou a acusar Israel de “genocídio” e “crimes atrozes” contra crianças palestinas. Segundo o relatório divulgado nesta terça-feira, as ações do Exército israelense teriam como alvo deliberado essas crianças.
genocídio: cenário e impactos
Relatório da ONU destaca crimes contra a humanidade
O documento aponta que Israel continua a cometer “crimes contra a humanidade” na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. A comissão destacou a natureza “sistemática” das operações militares israelenses, que resultam em mortes e traumas sem precedentes.
Impacto devastador sobre as crianças palestinas
O presidente da comissão, Srinivasan Muralidhar, afirmou que crianças palestinas foram deliberadamente atacadas e assassinadas. Mesmo após o cessar-fogo de outubro de 2025, as violações continuaram, causando ferimentos físicos e mentais graves, além de orfandade e deslocamentos.
Ataques a centros de saúde neonatal
A comissão denunciou ataques israelenses a centros de atendimento neonatal em Gaza, afetando diretamente a sobrevivência dos recém-nascidos. Isso resultou em um aumento de abortos espontâneos e vulnerabilidades permanentes entre os recém-nascidos palestinos.
Apelo por responsabilização internacional
A comissão instou a comunidade internacional a exigir que Israel cesse as violações e crimes contra crianças palestinas. Também solicitou a identificação das unidades militares responsáveis por tais atos, enfatizando a importância da prestação de contas.
O Ministério da Saúde de Gaza relatou 1.027 mortos e 3.380 feridos desde outubro de 2023, destacando a gravidade da situação humanitária na região.
Fonte: jc.uol.com.br
