A Polícia Federal (PF) identificou o senador Jaques Wagner como um “interlocutor relevante” em questões ligadas ao Banco Master, no âmbito da nona fase da Operação Compliance Zero. A investigação sugere que Wagner teria recebido vantagens financeiras em troca de apoio político ao banco.
investigação: cenário e impactos
Mensagens e Interlocuções Suspeitas
Mensagens extraídas do celular de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, indicam que Wagner teria atuado em temas de interesse do banco no Congresso. Entre os tópicos, estão a chamada “emenda Master”, mudanças no crédito consignado e a tentativa de venda do banco ao BRB.
Detalhes da Emenda Master
A “emenda Master”, proposta pelo senador Ciro Nogueira, visava aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, beneficiando diretamente o Banco Master. A PF interceptou ligações entre Wagner e Lima, sugerindo uma relação funcional e não apenas social.
Crédito Consignado e Ligações Empresariais
Wagner também é citado por sua participação em emendas relacionadas ao crédito consignado, em um contexto próximo às relações contratuais entre o Banco Master e a BN Financeira, ligada ao seu núcleo familiar. A PF destaca transferências financeiras significativas entre as empresas envolvidas.
Tentativa de Venda ao BRB
A tentativa de venda do Banco Master ao BRB, vetada pelo Banco Central, é outro ponto de interesse. A PF aponta que Wagner teria mantido interlocuções com Lima sobre a transação, que não se concretizou devido a riscos financeiros.
Defesa de Jaques Wagner
Em resposta, Wagner afirma que suas relações com Lima e outros envolvidos foram institucionais. Ele nega qualquer irregularidade e se coloca à disposição das autoridades para esclarecimentos, reafirmando sua confiança na justiça.
Para mais informações, acesse a fonte confiável.
Fonte: metropoles.com
