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Executivos da Aegea confessam suborno milionário a deputado

Imagem gerada com IA
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Em um escândalo que abala o setor de saneamento no Brasil, executivos da Aegea, uma das maiores empresas do ramo, admitiram o pagamento de R$ 30 milhões em propinas ao deputado federal Juarez Costa. As revelações foram feitas em acordos de colaboração premiada com o Ministério Público, expondo um esquema de corrupção que envolve dinheiro e até a entrega de um carro de luxo.

Detalhes das acusações e confissões

Os relatos dos executivos da Aegea indicam que os pagamentos ocorreram entre 2010 e 2018, com o objetivo de facilitar negócios da empresa enquanto Juarez Costa era prefeito. Além do dinheiro, uma BMW teria sido entregue ao deputado como parte do suborno. As confissões foram homologadas pelo Superior Tribunal de Justiça em 2025.

Envolvimento de grandes grupos financeiros

Durante o período das acusações, a Itausa, holding controladora do Itaú Unibanco, investiu significativamente na Aegea, aumentando sua participação na empresa. Esse envolvimento financeiro levanta questões sobre o impacto das práticas corruptas nos investimentos e na imagem da empresa.

Operações financeiras e esquema de propinas

O ex-presidente da Aegea, Hamilton Amadeo, e outros executivos detalharam como os pagamentos eram realizados, incluindo a utilização de “caixa 2” e a simulação de compras fictícias. Flávio Crivellari, ex-diretor financeiro, descreveu a compra da BMW e a entrega de dinheiro em espécie em várias localidades, como São Paulo e Santa Catarina.

Repercussões legais e investigações

O caso levou a operações de busca e apreensão, como a Operação Sorrelfa, que investigou esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro. As investigações revelaram ainda mais detalhes sobre o uso de empresas para superfaturamento e desvio de recursos.

Resposta das partes envolvidas

Juarez Costa não comentou as acusações, enquanto a Aegea afirmou que as práticas criminosas são coisa do passado e que a empresa está comprometida com a ética. O ministro Raul Araújo, relator do caso, não pode comentar devido ao sigilo judicial.

Para mais informações sobre o caso, acesse a fonte original.

Fonte: metropoles.com

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