O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) entrou com recurso na Justiça para anular o julgamento que resultou no perdão judicial de Monique Medeiros, mãe do menino Henry. A promotoria alega que a decisão foi influenciada por uma questão feita aos jurados, que poderia ter gerado confusão sobre a natureza da omissão de Monique em relação à morte da criança.
justiça: cenário e impactos
Questionamento aos jurados gera polêmica
O promotor Fábio Vieira dos Santos argumenta que a pergunta sobre se a omissão de Monique foi dolosa pode ter induzido os jurados a erro. Segundo ele, a forma como a questão foi apresentada poderia ter levado a um entendimento incorreto sobre a responsabilidade da ré.
Decisão do júri e suas consequências
O julgamento, que ocorreu entre maio e junho de 2026, resultou na condenação de Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho, por homicídio doloso qualificado e tortura. Monique, por sua vez, foi condenada por tortura por omissão e beneficiada com o perdão judicial em relação ao homicídio culposo.
Controvérsia sobre a votação
O promotor aponta que a juíza teria alterado a apresentação dos quesitos após questionamento da defesa, o que poderia ter influenciado a decisão dos jurados. Ele defende que a mudança na formulação da pergunta pode ter causado confusão, justificando a anulação do julgamento.
Recurso da defesa de Jairinho
A defesa de Jairinho também planeja recorrer, alegando que as provas a seu favor não foram devidamente consideradas. O caso de Henry Borel, que morreu em março de 2021, continua a gerar grande repercussão e debates sobre a justiça das decisões tomadas.
Para mais informações sobre o caso, acesse a cobertura completa no Estadão.
Fonte: jc.uol.com.br
