A recente proposta do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros pode intensificar essa tendência. Especialistas afirmam que tais medidas podem continuar favorecendo a China, que já vê um crescimento nas exportações brasileiras.
Nos primeiros cinco meses de 2026, as exportações do Brasil para os EUA caíram 16,02% em comparação ao mesmo período de 2025. Essa queda reflete não só as tarifas anteriores, mas também a expectativa de novas imposições, que podem reduzir ainda mais a participação dos EUA na balança comercial brasileira.
Em contraste, as exportações brasileiras para a China cresceram 21,82% no mesmo período. O valor exportado subiu de US$ 37,9 bilhões em 2025 para US$ 46,2 bilhões em 2026, aumentando a participação da China nas exportações brasileiras de 27,78% para 31,14%.
O especialista Jan Marcel Lacerda destaca o interesse crescente da China em investir no Brasil, especialmente em recursos naturais como terras raras. Essa estratégia pode aprofundar ainda mais a relação comercial entre os dois países.
Além da China, o Brasil tem diversificado seus mercados de exportação. As exportações para a Índia aumentaram 70,22%, e as importações da Coreia do Sul cresceram 138,68% nos primeiros cinco meses do ano. O Brasil também fechou novos acordos comerciais com a Indonésia e a EFTA, ampliando suas opções de mercado.
Essas mudanças refletem uma adaptação estratégica do Brasil frente às barreiras comerciais impostas pelos EUA, buscando fortalecer sua presença global e diversificar suas relações comerciais.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
