O Brasil alcançou um marco significativo ao registrar uma taxa de desemprego de 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026. Este índice representa o menor nível já registrado para o período desde o início da série histórica em 2012, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pela primeira vez, a desocupação ficou abaixo de 6% entre fevereiro e abril.
Comparação com anos anteriores e impacto econômico
Comparando com o mesmo trimestre de 2025, quando a taxa de desemprego era de 6,6%, houve uma redução de 0,8 ponto percentual. Este avanço é ainda mais notável considerando que, no trimestre anterior encerrado em março de 2026, o desemprego foi de 6,1%, também um recorde histórico para o período.
Aumento na ocupação e rendimentos
O número de pessoas ocupadas no Brasil também cresceu. No trimestre encerrado em abril de 2026, havia 102,3 milhões de pessoas de 14 anos ou mais ocupadas, um aumento em relação aos 101,2 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O nível de ocupação subiu de 58,2% em 2025 para 58,4% em 2026.
Rendimento médio e massa salarial
O rendimento médio real dos trabalhadores também apresentou crescimento. Em 2025, o rendimento médio era de R$ 3.542, enquanto em 2026 subiu para R$ 3.732. Consequentemente, a massa de rendimento real habitual no Brasil atingiu R$ 377,04 bilhões, um aumento de R$ 22,8 bilhões em relação ao mesmo período de 2025.
Metodologia da PNAD Contínua
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) é a principal fonte de dados sobre o mercado de trabalho no Brasil. A pesquisa abrange 211 mil domicílios em 3.500 municípios, com aproximadamente dois mil entrevistadores envolvidos. Durante a pandemia de Covid-19, a coleta de dados foi adaptada para ser realizada por telefone, retornando ao formato presencial em julho de 2021.
Esses dados refletem um cenário econômico em recuperação, com impactos positivos no mercado de trabalho e nos rendimentos dos brasileiros, sinalizando uma tendência de crescimento sustentável.
Para mais informações, consulte a página oficial do IBGE.
Fonte: didigalvao.com.br
