O avanço das tecnologias de camuflagem em cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, tem ampliado seu consumo entre jovens no Brasil, gerando preocupações sobre o aumento de casos de câncer. O alerta vem de Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer.
Esta preocupação está alinhada com a campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial sem Tabaco, que destaca os perigos da dependência de nicotina e tabaco. Embora a comercialização de vapes seja proibida no Brasil desde 2009, seu uso continua a crescer, facilitado por vendas em redes sociais e comércio informal.
Disfarces tecnológicos e o aumento do consumo
Os vapes modernos são frequentemente disfarçados, sem cheiro ou com aromatizantes, tornando-os quase imperceptíveis. Esses dispositivos, agora integrados a acessórios do dia a dia, como moletons com vaporizadores embutidos, facilitam o uso discreto em locais públicos, como escolas e transportes.
Essas inovações representam um retrocesso nas políticas de controle do tabaco no Brasil, que já foram referência mundial em redução de fumantes.
Campanha de conscientização
No Dia Mundial sem Tabaco, a Fundação do Câncer lançou a campanha “Spoiler: ele não te ama”, visando alertar os jovens sobre os perigos dos vapes. A campanha destaca como a apresentação desses dispositivos pela indústria é enganosa e prejudicial à saúde.
A Fundação também alerta sobre a fusão entre dependência química e digital, com dispositivos que incluem interatividade, como jogos e música, para atrair jovens.
Impactos na saúde dos jovens
Especialistas apontam que a exposição à nicotina na adolescência pode afetar o desenvolvimento cerebral, impactando áreas relacionadas à atenção, aprendizagem e controle de impulsos. Além disso, os vapes podem expor usuários a substâncias tóxicas, aumentando riscos respiratórios e cardiovasculares.
Medidas de controle e prevenção
Luiz Augusto Maltoni defende a adoção de medidas mais rígidas no Brasil para combater a produção e venda de vapes, inspirando-se em exemplos internacionais como o da Inglaterra, que proibiu a venda de produtos de tabaco para nascidos após 2009.
Essas ações visam restringir a publicidade e o apelo desses dispositivos entre crianças e adolescentes, buscando reduzir o impacto negativo na saúde pública.
Para mais informações sobre os riscos dos cigarros eletrônicos, acesse o site da Organização Mundial da Saúde.
Fonte: jc.uol.com.br
