Empresários do Polo de Confecções do Agreste pernambucano se preparam para apresentar à governadora Raquel Lyra uma série de reivindicações contra a isenção fiscal para roupas importadas. O encontro, marcado para a próxima segunda-feira (25), visa discutir a chamada “taxa das blusinhas” e seus impactos no setor. O objetivo é que a bancada de Pernambuco no Congresso proponha uma emenda para restabelecer o imposto de importação sobre roupas, protegendo a indústria local da concorrência com produtos asiáticos de baixo custo.
Mobilização e agenda política
A reunião é fruto de uma mobilização que começou na terça-feira (19), quando a governadora reuniu prefeitos e lideranças do Polo em Brasília. No dia seguinte, mais de 20 líderes empresariais se encontraram no Moda Center, em Santa Cruz do Capibaribe, para consolidar as demandas que serão apresentadas ao governo estadual.
Documento formal ao governo
Pedro Miranda, presidente do NTCPE, explicou que o encontro serviu para formalizar as demandas do setor em um documento. Embora tenha sido discutida a redução de impostos estaduais, a ideia foi descartada devido aos benefícios fiscais já existentes. “Temos uma pauta de muitas reivindicações para mitigar as dificuldades que a MP vai trazer”, afirmou Miranda.
Impacto no segundo maior polo têxtil
O Agreste pernambucano, segundo maior polo têxtil do Brasil, concentra sua produção em cidades como Caruaru e Toritama, empregando cerca de 130 mil pessoas. A preocupação é que a medida provisória, que zera o imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50, afete diretamente o setor, que atende majoritariamente as classes C e D.
Questões fiscais e políticas
O advogado tributarista Eric Castro destacou que a “taxa da blusinha” arrecadou quase R$ 5 bilhões antes de ser zerada novamente. Para ele, a medida tem motivações políticas, e agora cabe ao Congresso decidir seu futuro. “Foi um benefício que o governo quis dar às vésperas da eleição”, afirmou.
Diálogo com o governo federal
Em Brasília, a governadora Raquel Lyra enfatizou o compromisso do Estado em buscar uma solução em conjunto com o governo federal e o setor produtivo. Prefeitos locais também destacaram a importância de unir forças para buscar compensações e garantir o crescimento do polo têxtil.
O Polo de Confecções do Agreste pernambucano aguarda com expectativa o desfecho das negociações, que podem definir o futuro do setor e sua competitividade no mercado nacional.
Para mais informações sobre o impacto econômico e as medidas fiscais, acesse o site do Ministério da Economia.
Fonte: jc.uol.com.br
