Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revelaram que as temperaturas mínima e máxima do ar na cidade de São Paulo aumentaram significativamente nos últimos 125 anos, superando a média global. Enquanto a temperatura média global subiu cerca de 1,2 °C desde 1900, São Paulo registrou um aumento de 2,4 °C nas máximas diárias e 2,8 °C nas mínimas.
Impacto das ilhas de calor urbanas
A diferença entre a temperatura na cidade e a média global é atribuída ao fenômeno das ilhas de calor urbanas. Este fenômeno ocorre quando áreas urbanizadas substituem a vegetação por materiais como asfalto e concreto, elevando as temperaturas locais. Estudos analisaram a relação entre ilhas de calor e cobertura vegetal em 70 cidades paulistas, utilizando dados de satélites da NASA.
Temperaturas extremas no verão
Durante o verão, áreas urbanizadas da Grande São Paulo podem atingir temperaturas de superfície de até 60 °C, comparáveis a grandes galpões industriais. Em contraste, áreas com maior cobertura vegetal e corpos d’água registram temperaturas máximas de 25 °C.
Ondas de calor e noites quentes
O projeto “Sampa Adapta” está medindo a temperatura do ar na região metropolitana para avaliar o impacto das ondas de calor. Dados de 25 estações meteorológicas indicam que, nos últimos 15 anos, as ondas de calor têm tornado as tardes mais quentes, com temperaturas entre 30 °C e 34 °C, e à noite, por volta das 22h, atingem 28 °C.
Efeito da vegetação urbana
Pesquisadores destacam que a revegetação urbana pode promover o “efeito oásis”, reduzindo as temperaturas em até 7 °C em áreas com maior cobertura vegetal. Este efeito é crucial para mitigar as altas temperaturas em áreas densamente urbanizadas.
Para mais informações sobre o impacto das ilhas de calor urbanas, acesse o artigo completo na CNN Brasil.
Fonte: cnnbrasil.com.br
