Enquanto a inflação é medida pelo IPCA, que registrou 4,39% nos últimos 12 meses, o custo de vida reflete o quanto é necessário para manter um padrão de consumo. Esse descompasso é evidente quando se observa que, apesar do aumento da renda, o custo de vida cresce em ritmo mais acelerado, impactando diretamente o orçamento das famílias.
Dados do Dieese e da Conab mostram que o valor da cesta básica variou significativamente ao longo dos anos, aumentando mais do que o salário mínimo. Em São Paulo, por exemplo, a cesta básica consome mais de 60% do salário mínimo, evidenciando o desafio de manter o poder de compra em meio a preços crescentes.
Embora a inflação esteja tecnicamente sob controle, a percepção popular é de que os preços continuam altos. Isso se deve ao fato de que, mesmo após um aumento, os preços raramente retornam aos níveis anteriores, criando uma sensação de contínua elevação dos custos.
O governo enfrenta o paradoxo de apresentar bons resultados macroeconômicos, mas lidar com a baixa aprovação devido à percepção de aperto financeiro entre as famílias. A política monetária, embora eficaz em evitar uma escalada de preços, não tem sido suficiente para aliviar a pressão sobre o custo de vida.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
