PUBLICIDADE

STF analisa denúncia contra policiais por obstrução no caso Marielle Franco

STF analisa denúncia contra policiais por obstrução no caso Marielle Franco

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta-feira (15) o julgamento sobre a aceitação da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra membros da cúpula da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Eles são acusados de obstruir as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Contexto do julgamento no STF

O julgamento foi incluído na pauta virtual da Primeira Turma do STF e permanecerá aberto até o dia 22 de setembro. A denúncia foi apresentada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, e os delegados Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto.

Acusações de obstrução e associação criminosa

Segundo a PGR, os acusados faziam parte de uma organização criminosa composta por policiais civis e outros agentes, que atuava para garantir a impunidade de homicídios relacionados a milícias e contraventores no Rio de Janeiro. A denúncia aponta que o grupo manipulava investigações de crimes ligados a disputas territoriais e atividades ilícitas.

Detalhes da denúncia

A acusação destaca que a organização criminosa agia de forma sistemática para atrapalhar as investigações, utilizando métodos como desaparecimento de provas, direcionamento de inquéritos e uso de testemunhos falsos. No caso de Marielle Franco, a PGR alega que Rivaldo Barbosa teria aderido ao plano de execução da vereadora, comprometendo-se a garantir a impunidade dos envolvidos.

Desdobramentos e condenações anteriores

O julgamento ocorre pouco tempo após a condenação dos irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, considerados mandantes do assassinato de Marielle e Anderson, a 76 anos e 3 meses de prisão. A decisão foi unânime entre os ministros, que concluíram que os irmãos ordenaram o crime por interesses relacionados à regularização fundiária em áreas controladas por milícias.

Implicações para os acusados

A PGR também solicitou a perda dos cargos públicos dos acusados e uma indenização por dano moral coletivo. A defesa de Rivaldo Barbosa tentou transferir o julgamento para uma sessão presencial, mas o pedido foi negado pelo relator Alexandre de Moraes.

Para mais informações sobre o caso, acesse a CNN Brasil.

Fonte: cnnbrasil.com.br

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE