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Infectologista descarta risco de pandemia por hantavírus

Infectologista descarta risco de pandemia por hantavírus

Após a identificação de casos de hantavírus em um navio na América do Sul, a infectologista Milena Pinheiro, da Universidade de Pernambuco (UPE), assegurou que não há risco de uma nova pandemia relacionada à doença. Em entrevista à Rádio Jornal, a especialista destacou que a transmissão do vírus exige contato íntimo e prolongado.

Transmissão limitada e controle do surto

Milena Pinheiro explicou que o hantavírus possui baixa capacidade de transmissão entre humanos. O surto registrado no navio foi considerado uma situação excepcional, envolvendo uma única variante do vírus capaz de se propagar de pessoa para pessoa. “Não existe esse risco. Nesse momento está tudo sob controle”, afirmou a médica.

Diferenças na dinâmica de transmissão

A infectologista ressaltou que a transmissão do hantavírus difere significativamente de doenças respiratórias como a covid-19. O vírus afeta principalmente as vias respiratórias inferiores, o que dificulta a disseminação casual. “Para você contaminar outra pessoa, precisa realmente de um quadro muito exuberante de tosse e um contato muito prolongado”, explicou.

Fatores que contribuíram para o surto no navio

O ambiente fechado do navio, aliado às baixas temperaturas e à permanência prolongada dos passageiros em áreas comuns, favoreceu o surto. “Foi toda uma conjunção de fatores que levou esse navio a ter esse surto”, destacou Milena Pinheiro.

Prevenção e cuidados em viagens marítimas

Embora não haja recomendação para evitar cruzeiros, a médica orientou que passageiros mantenham a vacinação em dia e evitem viajar caso apresentem sintomas infecciosos. Ela também lembrou que ambientes fechados em navios favorecem a circulação de vírus respiratórios, exigindo atenção redobrada dos passageiros.

Hantavírus no Brasil: histórico e contexto

Desde a década de 1990, o Brasil registra casos de hantavírus, mas sem atingir níveis epidêmicos. A doença é considerada uma zoonose, transmitida principalmente por roedores silvestres. “No caso são os roedores silvestres, os ratos do campo”, explicou a infectologista.

Para mais informações sobre doenças infecciosas, acesse o site da Organização Mundial da Saúde.

Fonte: jc.uol.com.br

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