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Impacto do uso excessivo de telas na educação de jovens brasileiros

Impacto do uso excessivo de telas na educação de jovens brasileiros

Desafios do excesso de estímulos digitais

Leonardo Monteiro, gerente de ensino médio da Fundação Bradesco, destaca que a exposição a conteúdos altamente estimulantes compromete a capacidade de concentração dos alunos. Essa “hiperconexão” dificulta a interpretação de textos longos e a organização de ideias, além de limitar o vocabulário.

Para mitigar esses efeitos, a Fundação Bradesco implementou uma estratégia pedagógica que restringe o uso de telas na Educação Infantil e no 1º ano do ensino fundamental, priorizando experiências concretas e interações reais.

Questões de linguagem e exclusão social

A discussão sobre o domínio da norma culta no Brasil é central. Embora a linguagem das redes sociais tenha democratizado o debate público, a falta de domínio da linguagem formal ainda exclui muitos indivíduos. Ensinar a grafia correta e a argumentação é visto como um ato de cidadania, permitindo que novas vozes influenciem o debate público sem perder suas identidades regionais.

Inovação através da desaceleração

Para enfrentar esses desafios, a Fundação Bradesco promove um Programa de Leitura que distribui livros aos alunos, incentivando a criação de vínculos afetivos com a leitura. A desaceleração e a reflexão são vistas como práticas inovadoras na educação atual, permitindo que a literatura contemporânea continue refletindo o impacto social de novos grupos.

O objetivo é transformar a língua em um instrumento vivo de resistência e participação democrática, garantindo que a literatura continue a ser um meio de expressão e inclusão.

Para mais informações sobre o impacto das telas na educação, acesse CNN Brasil.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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