O Banco Master, de propriedade de Daniel Vorcaro, realizou um pagamento de R$ 1,4 milhão ao empresário Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo” na Bahia. A transação foi revelada por um relatório da Receita Federal enviado à CPI do Crime Organizado, constando na declaração do Imposto de Renda de 2024 da instituição financeira.
Esquema de Desvio de Verbas Públicas
Marcos de Moura é acusado pela Polícia Federal de liderar um esquema de desvio de verbas públicas por meio de superfaturamento de obras em contratos de licitação, principalmente em municípios baianos. O valor de R$ 1.433.460,00 foi pago à MM Limpeza Urbana, empresa da qual Moura é sócio, sob a justificativa de “rendimentos de capital”.
Operação Overclean e Ligações Políticas
O pagamento ocorreu em 2024, ano em que Moura foi preso na Operação Overclean, realizada pela PF em conjunto com a CGU. Além de Moura, outros políticos, como ACM Neto e Antônio Rueda, também receberam quantias significativas do Banco Master, embora neguem irregularidades.
Investigação e Apreensão de Dinheiro
A investigação sobre o esquema de propina envolvendo Moura começou após a apreensão de R$ 1,5 milhão em espécie pela Polícia Federal, em um voo de Salvador para Brasília. A Operação Overclean, deflagrada em dezembro de 2024, visava desmantelar um desvio de R$ 1,4 bilhão do Dnocs, com o caso sendo levado ao STF devido ao envolvimento de políticos com foro privilegiado.
Defesa e Repercussão
Procurada, a defesa de Marcos Moura não se manifestou sobre as acusações. A operação continua a repercutir, levantando questões sobre a integridade de contratos públicos e a fiscalização de emendas parlamentares.
Para mais informações sobre a Operação Overclean, acesse o site da CNN Brasil.
Fonte: cnnbrasil.com.br
