Expansão do abate de pirarucu em rios e lagos brasileiros

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Imagem gerada com IA
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O pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do mundo, está no centro de uma nova política de controle ambiental no Brasil. Recentemente, a captura desse peixe foi autorizada em mais rios e lagos, seguindo uma atualização normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Essa medida visa controlar a proliferação da espécie em regiões onde ela é considerada invasora.

Classificação do pirarucu como espécie invasora

A Instrução Normativa nº 07/2026 do Ibama classifica o pirarucu (Arapaima gigas) como uma espécie exótica invasora em áreas fora da Amazônia. Este peixe é um predador de topo e pode causar desequilíbrio ambiental ao consumir espécies nativas e alterar a cadeia alimentar. Em locais onde não possui predadores naturais, sua população tende a crescer rapidamente, ameaçando a biodiversidade local.

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Regras específicas para diferentes bacias hidrográficas

No estado de Goiás, as regras para o abate do pirarucu variam conforme a bacia hidrográfica. Nas bacias do Paranaíba e do São Francisco, onde o peixe não é nativo, a pesca e o abate são liberados durante todo o ano, sem restrições de tamanho ou quantidade. Em contrapartida, na bacia Tocantins-Araguaia, onde o pirarucu é nativo, a pesca continua proibida para preservar o ecossistema local.

Impacto ambiental e conservação

A decisão de ampliar a captura do pirarucu visa proteger a biodiversidade das regiões afetadas. O peixe, ao se proliferar em áreas onde não é nativo, compete com espécies locais por recursos, podendo levar à redução de populações nativas. A medida busca equilibrar o ecossistema e garantir a preservação das espécies endêmicas.

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Implicações para a pesca local

Com a liberação da pesca do pirarucu em determinadas regiões, espera-se um impacto significativo na atividade pesqueira local. A captura do peixe pode se tornar uma nova fonte de renda para pescadores, além de contribuir para o controle ambiental. No entanto, é essencial que a prática seja feita de maneira sustentável para evitar novos desequilíbrios.

Para mais informações sobre a regulamentação e impactos ambientais, consulte a página oficial do Ibama.

Fonte: metropoles.com