No Brasil, os custos associados ao desperdício de alimentos representam, em média, 32% da receita anual total na cadeia de suprimentos do varejo alimentício. Este dado reflete a magnitude do problema, que afeta desde a colheita até o ponto de venda, corroendo margens e dificultando a sustentabilidade financeira das empresas.
Apesar de uma crescente conscientização, 61% das empresas ainda relatam falta de visibilidade sobre onde ocorre o desperdício em suas operações. A logística e a distribuição são identificadas como os principais pontos críticos, com 56% dos entrevistados admitindo não compreender onde as perdas ocorrem durante o transporte dos alimentos.
O mercado de carnes se destaca como a categoria mais desafiadora, com um custo projetado de US$ 94 bilhões em desperdícios até 2026. Se as tendências atuais persistirem, o custo acumulado do desperdício de alimentos entre 2025 e 2030 pode alcançar US$ 3,4 trilhões, colocando em risco o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12.3 da ONU.
Empresas como a Smurfit Westrock estão investindo em soluções inovadoras para reduzir o desperdício. A companhia redesenhou embalagens, permitindo um aumento de 5% no transporte de frutas por carregamento, resultando em economia de frete e redução de emissões de CO₂.
Essas iniciativas são essenciais para enfrentar o desafio do desperdício, garantindo a eficiência do transporte e a qualidade dos produtos, além de otimizar custos e reduzir perdas.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
