Entre janeiro e março, o Ibovespa superou mercados como o Peru e a Colômbia, além de índices de peso como o S&P 500 e o Nikkei 225. Esse resultado é atribuído a uma combinação de fatores, incluindo o aumento dos preços do petróleo e a entrada de capital estrangeiro.
O economista Beto Saadia destaca o papel do petróleo, que foi o principal item de exportação do Brasil em 2025, como um dos motores da alta do Ibovespa. A valorização do petróleo não apenas impulsionou as ações de petroleiras, mas também ajudou a conter a desvalorização do real. Além disso, o diferencial de juros entre o Brasil e outros países, mesmo após a redução da Selic para 14,75%, continua atraindo investimentos externos.
O início de 2026 foi marcado por uma rotação global de portfólios, favorecendo mercados emergentes como o Brasil. Segundo Marink Martins, da EQI Research, o capital estrangeiro buscou segurança em setores mais tradicionais, beneficiando o Ibovespa. Apesar de uma desaceleração em março, o fluxo de R$ 5 bilhões em capital estrangeiro manteve o índice em alta.
O cenário de conflito no Oriente Médio, embora preocupante, não afetou diretamente o Brasil, que tem uma dependência limitada de petróleo da região. Danilo Coelho, especialista em investimentos, ressalta que o Brasil tem flexibilidade para negociar com outros parceiros comerciais, minimizando os impactos das tensões geopolíticas.
Para mais informações sobre o impacto econômico global, visite a CNN Brasil.
Fonte: cnnbrasil.com.br
