Roberto Campos Neto defende atuação do Banco Central em caso Master

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O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Na última segunda-feira, 23 de outubro, o ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, fez uma declaração importante sobre a atuação da instituição em relação a irregularidades envolvendo o Banco Master. Ele ressaltou que a presidência do BC não deve ser responsabilizada por falhas de terceiros, especialmente em operações que envolvem bancos de médio porte, categorizados como S3.

Contexto do Escândalo do Banco Master

A declaração de Campos Neto surgiu em meio a um processo investigativo conduzido pela Controladoria-Geral da União (CGU). Essa investigação analisa a atuação de ex-funcionários do BC que podem ter se envolvido em irregularidades relacionadas ao Banco Master, ocorridas entre 2019 e 2023. Campos Neto se comprometeu a comentar sobre a situação após ser informado sobre o caso.

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Implicações da Investigação da CGU

A CGU abriu processos administrativos disciplinares (PADs) contra dois ex-diretores do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana. Campos Neto esclareceu que ambos já faziam parte da instituição antes de sua presidência e continuaram no cargo após sua saída, prevista para o final de 2024. Ele enfatizou que esses funcionários são de carreira e que sua atuação não está diretamente ligada às decisões da presidência.

Esclarecimentos sobre a Supervisão de Bancos

O ex-presidente destacou que a área de fiscalização do BC possui uma longa tradição de ter funcionários de carreira, e que as operações específicas de bancos do segmento S3, como o Banco Master, não são tratadas diretamente pela presidência. O Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro, é classificado como um banco pequeno, representando apenas 0,57% do ativo total do sistema financeiro nacional.

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Conclusão sobre a Responsabilidade do BC

A posição de Campos Neto deixa claro que a presidência do Banco Central não deve ser responsabilizada por erros administrativos de funcionários que atuaram em operações específicas de instituições menores. A defesa de Campos Neto reforça a necessidade de distinguir a responsabilidade da alta administração em relação a falhas cometidas em níveis inferiores da estrutura do banco.

Fonte: https://www.infomoney.com.br