A XP Investimentos revisou suas projeções para as empresas do setor de energia, mantendo, em grande parte, as recomendações anteriores. As análises indicam que o novo ano não deve alterar as teses centrais para as companhias, com Axia e Copel sendo classificadas como compra, enquanto Auren e Engie são vistas como neutras.
Preços-Alvo e Expectativas para 2026
Para o final de 2026, a XP estabeleceu preços-alvo específicos para cada uma das empresas analisadas: R$ 63,3 por ação para Axia, R$ 17 para Copel, R$ 13,8 para Auren e R$ 31,5 para Engie. Os analistas enfatizam que, embora as projeções de longo prazo permaneçam, cada companhia possui características e gatilhos que influenciam seu desempenho.
Atualização Baseada em Novos Dados
As revisões realizadas pela XP foram fundamentadas em dados macroeconômicos atualizados, flutuações nos preços de energia e eventos relevantes para cada empresa. Anteriormente, a previsão de preço de longo prazo estava acima do consenso do mercado, estabelecida em R$ 220/MWh. A nova avaliação alinha-se mais de perto às expectativas do mercado, com a XP reafirmando uma visão otimista para os preços no longo prazo.
Análise Detalhada das Empresas
Axia Energia (AXIA3, AXIA6)
Os analistas da XP veem a Axia como uma empresa que se tornará cada vez mais sensível ao desempenho de curto prazo da commodity, em vez de se basear nas expectativas de preço a longo prazo. Essa mudança de perspectiva sugere que os investidores devem reavaliar sua abordagem em relação à empresa para melhor capturar seu potencial de valorização.
Copel (CPLE3)
A Copel, que mantém a recomendação de compra, é projetada para ter um ano positivo em 2026. A XP acredita que a companhia pode gerar valor por meio do LRCap, com possibilidades de ganhos na revisão tarifária da sua distribuidora e um rendimento em dividendos que oscila entre um dígito alto e dois dígitos baixos.
Engie (EGIE3)
A análise para a Engie destaca a ausência de gatilhos significativos para o ano. A recomendação neutra reflete a expectativa de que 2026 será marcado por dois eventos cruciais no segundo trimestre: a possível conclusão da transferência de Jirau e o pré-pagamento da obrigação UBP. Caso ocorram conforme o esperado, a empresa será considerada devidamente precificada.
Auren (AURE3)
Por outro lado, a Auren enfrenta um cenário mais desafiador, segundo o consenso do mercado. A companhia deve lidar com um balanço energético desfavorável e restrições na geração, além de uma alavancagem que não deve diminuir. As estimativas de Ebitda para a empresa foram ajustadas de aproximadamente R$ 3,5 bilhões para R$ 3 bilhões.
Conclusão
Em suma, a XP Investimentos revisou suas projeções para empresas do setor elétrico, mantendo a maioria das recomendações. As análises e expectativas para 2026 refletem um entendimento mais apurado do mercado e das especificidades de cada companhia, permitindo que investidores façam escolhas informadas ao considerar suas estratégias de investimento.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








