Após um ano de uma operação que desmantelou um esquema de corrupção no Presídio de Igarassu, em Pernambuco, a unidade volta a ser foco de investigações. Na quarta-feira, dia 4, uma ação policial resultou na desarticulação de um grupo de detentos que estava aplicando golpes e extorquindo vítimas em várias partes do Brasil, incluindo o Distrito Federal.
Como Iniciou a Investigação
A investigação, que começou em dezembro de 2025, teve início após um morador de Taguatinga, no DF, relatar que foi extorquido. Ele havia procurado uma acompanhante por meio de um site, mas logo se viu alvo de ameaças por ligações telefônicas feitas por indivíduos que se apresentavam como membros de facções criminosas. Temendo por sua segurança, a vítima transferiu R$ 700 para os golpistas.
Método de Operação dos Golpistas
Segundo o delegado Thiago Boeing, os detentos utilizavam um método bem estruturado para aplicar os golpes. Eles realizavam pesquisas prévias sobre suas vítimas, identificando qual facção atuava na região onde residiam. A partir disso, faziam ligações ameaçadoras, alegando que a pessoa estava denunciando atividades ilegais, como o tráfico de drogas, e que sua vida estava em perigo.
Desarticulação do Grupo
A ação policial, coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal em colaboração com a Polícia Civil de Pernambuco, resultou na identificação de cinco detentos que lideravam o esquema. Além disso, foi descoberto que os criminosos contavam com a ajuda de familiares e até mesmo de um adolescente, que ajudavam a habilitar linhas telefônicas e a receber as transferências de dinheiro.
Consequências Legais e Medidas Adicionais
Durante a operação, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva. Além disso, medidas restritivas foram impostas, impedindo que os familiares dos detentos realizassem visitas ou mantivessem contato com eles. Os acusados enfrentarão charges por extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Conclusão
O desmantelamento deste grupo criminoso evidencia a persistência de atividades ilegais dentro do sistema prisional e a necessidade de vigilância contínua por parte das autoridades. A operação não apenas visa punir os responsáveis, mas também proteger a sociedade de futuros golpes que possam surgir a partir dessas práticas criminosas.
Fonte: https://jc.uol.com.br








