No último domingo, 1º de março, uma manifestação em Copacabana, Rio de Janeiro, convocada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, atraiu um número significativo de participantes. De acordo com um relatório elaborado pelo Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) em conjunto com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a estimativa foi de aproximadamente 4,7 mil pessoas presentes durante o evento.
Metodologia de Contagem e Margem de Erro
O estudo apresenta uma margem de erro de 12%, o que significa que o número real de participantes pode variar entre 4,1 mil e 5,3 mil. A contagem foi realizada em diferentes horários, com foco no pico de participantes registrado às 11h20. Para garantir a precisão dos dados, foram feitas fotos em oito momentos distintos, permitindo uma análise mais detalhada da multidão.
Tecnologia Utilizada na Contagem
A metodologia de contagem empregada no relatório se baseou no sistema Point to Point Network (P2PNet), desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Chequião, na China, em parceria com a empresa Tencent. Este sistema foi treinado com um conjunto de imagens de multidões que foram previamente anotadas manualmente pela Universidade de Xangai, além de um banco de dados de fotos brasileiras anotadas pela USP.
Precisão e Acurácia do Método
Segundo os autores do relatório, o método apresenta uma precisão de 72,9% e uma acurácia de 69,5% na identificação de indivíduos em grandes grupos. Isso resulta em um erro percentual absoluto médio de 12% para aglomerações superiores a 500 pessoas. O processo de contagem envolve o uso de drones que capturam imagens aéreas da multidão, seguido por uma análise automatizada que utiliza inteligência artificial para identificar e contar as cabeças visíveis.
Implicações e Reações
As manifestações de apoio a Jair Bolsonaro têm gerado discussões acaloradas no cenário político brasileiro. Enquanto alguns apoiadores veem esses eventos como uma expressão legítima de apoio ao ex-presidente, críticos alertam para o potencial de polarização e para o ascenso de ideologias consideradas extremistas. O presidente do PT, por exemplo, fez declarações contundentes sobre a natureza do apoio a Bolsonaro, caracterizando-o como um reflexo de um pensamento fascista e ultraconservador.
Com o cenário político em constante evolução, a análise de eventos como este é crucial para entender as dinâmicas eleitorais e a mobilização de grupos políticos no Brasil.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








