Em um pronunciamento alarmante, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, declarou que seu país tem a capacidade de "destruir completamente" a Coreia do Sul se considerar sua segurança ameaçada. Esta afirmação foi feita durante um congresso do partido, realizado na quinta-feira, 26, onde o líder norte-coreano abordou as diretrizes políticas para os próximos cinco anos.
Recusa ao Diálogo com Seul
Kim Jong Un reiterou sua decisão de não engajar em diálogos com o governo sul-coreano, enfatizando sua postura firme. No entanto, ele demonstrou uma abertura para conversas com os Estados Unidos, o que sugere uma complexidade nas relações diplomáticas na região. O congresso também destacou um foco renovado na força militar e na defesa do país.
Desenvolvimento do Programa Nuclear
Durante o congresso, o líder norte-coreano afirmou que o avanço acelerado no programa de armas nucleares e mísseis da Coreia do Norte solidificou seu status como um Estado nuclear. Ele pediu aos EUA que abandonem o que considera políticas hostis, caso queiram retomar o diálogo interrompido há tempos.
Reação da Coreia do Sul
O Ministério da Unificação da Coreia do Sul expressou preocupação com a postura da Coreia do Norte, lamentando que as relações intercoreanas continuem sendo vistas como hostis. As autoridades sul-coreanas afirmaram que, apesar das ameaças, continuarão a buscar pacificamente a estabilização da paz na península.
Intensificação da Retórica e Implicações Regionais
Nos últimos tempos, Kim Jong Un tem intensificado suas declarações contra a Coreia do Sul, rejeitando abertamente qualquer forma de diplomacia intercoreana. Especialistas sugerem que essa postura não necessariamente indica um iminente confronto militar, mas pode ser parte de uma estratégia para fortalecer o papel da Coreia do Norte na região, apoiada por sua capacidade nuclear e por alianças com países como Rússia e China.
Novos Sistemas de Armas e Ameaças
A Agência Central de Notícias da Coreia informou que, durante o congresso, Kim também abordou a necessidade de desenvolver novos sistemas de armas. Isso inclui mísseis balísticos intercontinentais lançáveis debaixo d'água e um aumento no arsenal de armas nucleares táticas, como artilharia e mísseis de curto alcance, que têm a Coreia do Sul como alvo.
Conclusão
As declarações de Kim Jong Un ressaltam a tensão contínua entre as duas Coreias e a complexidade das relações internacionais na península. Enquanto a Coreia do Norte continua a fortalecer seu arsenal militar, a Coreia do Sul e a comunidade internacional observam atentamente, buscando formas de mitigar potenciais conflitos e promover a paz na região.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








