Desemprego no Pará Atinge Mínima Histórica, Mas Informalidade É Preocupante

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Portal Pai D'Égua

O estado do Pará encerrou 2025 com uma taxa de desemprego de 6,8%, a mais baixa já registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo IBGE. Essa marca coloca o Pará entre os estados com os menores índices de desocupação do Brasil, revelando uma melhora significativa no cenário de trabalho. Entretanto, essa conquista é ofuscada por um problema persistente: a alta taxa de informalidade que afeta 58,5% dos trabalhadores na região.

O Cenário Contraditório do Mercado de Trabalho

A redução do desemprego no Pará reflete um dinamismo econômico crescente. Com uma taxa de desocupação comparável à média nacional, que foi de 5,6% em 2025, o estado se posiciona melhor do que muitos outros, como Piauí e Bahia, que enfrentaram taxas superiores a 8%. Essa evolução é um sinal de recuperação, especialmente considerando que, em 2024, o Pará já mostrava sinais de melhora com taxas entre 7,8% e 8,0%.

Desafios da Informalidade no Mercado de Trabalho

Apesar da queda nas taxas de desemprego, a informalidade continua a ser uma preocupação significativa. No Pará, 58,5% dos trabalhadores estão empregados sem carteira assinada ou registro formal, o que coloca o estado como o segundo mais alto do Brasil nesse aspecto. Essa realidade expõe a vulnerabilidade da força de trabalho local, uma vez que mais da metade dos trabalhadores não conta com direitos trabalhistas básicos, como seguro-desemprego e previdência social.

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Fatores Contribuintes para a Recuperação

A trajetória de recuperação do emprego no Pará é resultado de diversos fatores econômicos. Em 2024, o estado começou a se beneficiar de investimentos em infraestrutura e na expansão de setores como o comércio e a construção civil. Esses setores, que tipicamente demandam grande quantidade de mão de obra, foram cruciais para a diminuição do desemprego.

Impacto da COP30 e Perspectivas Futuras

Um dos principais motores para a queda do desemprego em 2025 foi a preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém. Esse evento global fomentou investimentos em diversas áreas, gerando uma demanda temporária por trabalhadores e contribuindo diretamente para a redução do índice de desocupação. No entanto, muitos desses empregos podem ser temporários, levantando questões sobre a sustentabilidade do mercado de trabalho após o evento.

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Desigualdades Regionais e o Caminho à Frente

Apesar dos avanços, o Pará e a região Norte enfrentam desafios persistentes. A taxa de desocupação na região manteve-se estável, enquanto outras partes do Brasil apresentaram quedas significativas. Isso sugere que a recuperação na Amazônia ocorre de maneira mais lenta e desigual em comparação com outras regiões do país, o que demanda uma atenção contínua para que o crescimento econômico não apenas reduza o desemprego, mas também combata a informalidade.

Em suma, embora o Pará tenha alcançado um marco histórico no desemprego, a alta taxa de informalidade e as desigualdades regionais permanecem como desafios críticos que precisam ser abordados para garantir um mercado de trabalho mais justo e sustentável.

Fonte: https://portalpaidegua.com.br