O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, mobilizou milhares de pessoas em diversas cidades ao redor do mundo, com manifestações que enfatizaram a luta por direitos, igualdade, proteção e o combate à violência de gênero. A data se tornou um importante momento para a expressão de demandas coletivas e a solidariedade entre movimentos feministas, sindicatos e organizações da sociedade civil.
Protestos no Brasil
No Brasil, os protestos foram especialmente significativos, refletindo a crescente preocupação com a violência de gênero. Em 2025, o país registrou um número alarmante de 1.470 feminicídios, de acordo com o Ministério da Justiça. As manifestações nas principais cidades foram uma resposta direta a essa realidade, transformando o luto em um clamor por políticas públicas efetivas.
Ato no Rio de Janeiro
Na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, milhares de pessoas se reuniram em um ato que chamou a atenção para a violência enfrentada por mulheres. O evento foi marcado pela lembrança de uma adolescente de 17 anos, vítima de um estupro coletivo, e contou com a participação de diversos movimentos feministas e organizações da sociedade civil.
Mobilizações em São Paulo e Porto Alegre
Em São Paulo, a Avenida Paulista foi palco de uma grande mobilização, que ocorreu mesmo sob forte chuva. As mulheres marcharam em busca de visibilidade e justiça, enquanto em Porto Alegre, uma performance teatral impactante destacou a violência de gênero com sapatos manchados de vermelho, representando o sangue de 20 mulheres assassinadas no estado.
Ações ao Redor do Mundo
Globalmente, as manifestações se espalharam por países como Chile, Grécia, Espanha, Ucrânia e Peru. Em Santiago, a principal avenida foi ocupada por manifestantes que defendiam direitos fundamentais, como moradia e saúde, reforçando a luta contra a ascensão de governos conservadores. Na Grécia, milhares marcharam em Atenas, clamando pelo fim dos conflitos e pela igualdade de gênero, enquanto em Madri, a movimentação feminista se destacou com o lema 'Ni Una Menos'.
Demandas Específicas em Cada País
Em Kiev, na Ucrânia, a marcha levantou questões sobre sexismo nas Forças Armadas e criticou propostas de legislação que desconsideram os direitos de casais do mesmo sexo. No Peru, as manifestantes exigiram o combate à violência de gênero e a justiça para meninas que sofreram abusos, em um contexto marcado pela proximidade das eleições e críticas a declarações polêmicas de candidatos.
Conclusão
As mobilizações do Dia Internacional da Mulher em 8 de março de 2026 destacaram a força e a resiliência dos movimentos sociais em todo o mundo. As vozes unidas em protesto não apenas chamaram a atenção para questões urgentes, mas também reafirmaram a determinação de milhões de pessoas em continuar lutando por um futuro mais justo e igualitário para todas as mulheres.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








